A universidade foi uma experiência agridoce. O mais bonito foram as amizades que se formaram; o mais difícil, o estresse dos estudos. Meus amigos e eu éramos todos fãs de design com os mesmos prazos de entrega, o que deu origem a uma mistura de tensões e apoio mútuo que depois ajudou a forjar relações que perduram até hoje.
Uma dessas pessoas foi Sophie, com quem comecei a me relacionar com um tom cômico desde o primeiro dia. Quando chegou seu parceiro, Joe, nada mudou: as risadas surgem naturalmente quando o amor é profundo.
Por isso, fiquei imensamente feliz ao receber um belo convite pelo correio, chamando-me para celebrar com Sophie e Joe na pitoresca cidade de Saltaire. É uma cidade vitoriana modelo à qual tenho muito carinho, já que meu pai costumava levar minha irmã e eu para passar o dia entre as antigas casas geminadas e a fábrica reformada que fica no centro da cidade.
Não poderia ter havido dia melhor para celebrar o casamento. O sol iluminava as ruas de paralelepípedos enquanto entrávamos na igreja, destacando também a bonita pintura azul do interior enquanto Sophie e Joe trocavam seus votos. A cerimônia e a celebração posterior foram um verdadeiro deleite, pois tudo parecia tão natural, íntimo e pessoal: desde os detalhes de casamento feitos à mão até a comida, que era um prato típico da classe trabalhadora britânica.
Mais do que um casamento lindo, o dia também serviu para que os velhos amigos colocassem a conversa em dia. Dadas as nossas vidas adultas e agitadas, raramente surge a oportunidade de nos reunirmos todos na mesma sala, então aproveitamos ao máximo para conversar, dançar e falar de coração aberto, enquanto escapávamos pela saída de emergência para tomar um ar fresco.
Voltando ao que eu dizia no começo: a vida é curiosa. Houve um tempo em que todos estávamos sobrecarregados na mesma situação, mas agora somos adultos, cada um seguindo seu próprio caminho e simplesmente prosperando.
Viva os noivos!







