Este é o terceiro ano que passo o verão em Vermont, um lugar para o qual costumo voltar. Não há nada como descansar em meio à natureza enquanto visito pessoas de quem gosto. E, por ser nos Estados Unidos, nem sequer preciso aprender um idioma novo para viajar!
Como dizem por lá, a viagem deste ano foi um doozy (algo extraordinário). Reunido com Megan e sua família, visitei piscinas naturais, fiz trilhas, participei de churrascos, andei de caiaque no lago Champlain e tomei café ruim no meu dinerde confiança em Burlington.
Na maioria das noites ficamos na casa da Maureen, mas em uma ou outra ocasião nos aventuramos a sair depois do pôr do sol. Uma noite passamos sendo devorados por mosquitos em um cinema drive-in, um programa de que gostei muito apesar dos insetos infernais. Outra noite passamos em um camping, um lugar ao qual chegamos com guloseimas, salsichas e uma garrafa de água… mas sem barraca. Tínhamos visto a previsão de tempestades elétricas e decidimos que, dadas as técnicas de sobrevivência de que Megan e eu dispomos, o mais provável era morrermos se tentássemos passar a noite ali. No fim, foi uma boa decisão: os céus se abriram depois de algumas taças de vinho. Pouco depois, já estávamos fugindo para a segurança acolhedora de casa, enquanto a chuva apagava a fogueira que tanto trabalho tinha dado para montar.
São momentos bobos como esses que fazem de Vermont o meu destino de confiança. É verdade que as pessoas fazem o lugar, mas também é certo que ele é o refúgio ideal para escapar do dia a dia. As montanhas verdes que dão nome ao estado te abraçam.
Tudo o que é bom, no entanto, chega ao fim, e esta viagem terminou com uma despedida a partir do trem que peguei rumo ao sul. Contarei mais sobre isso na próxima entrada.











