Volto ao trabalho

16.04.25 — Madri

Volto ao trabalho

16.04.25 — Madri

Ao voltar a ganhar força no joelho, eventualmente pude deixar as muletas completamente. Isso foi uma ótima notícia para a minha recuperação, mas uma péssima notícia para o meu assento garantido no metrô. Eu já tinha me acostumado bastante a esse pequeno luxo durante minhas viagens à clínica de fisioterapia.

Depois, de um dia para o outro, recebi alta. Numa terça-feira à noite, enquanto jantava sushi com o Fernando, contei que no dia seguinte teria que ir ao escritório em vez de ao hospital. Em seguida, o despertador me arrancou do sono para o meu primeiro dia de volta ao trabalho.

Alguns reclamariam por ter que voltar — a maioria do pessoal da fisioterapia lamentava a ideia —, mas eu estava animado. A perna doía um pouco no começo, mas não me importava, já que voltar à rotina e ter um propósito me fez muito bem. Eu também tinha sentido falta dos desafios criativos e, mais do que tudo, da companhia dos meus colegas. O afastamento tinha me dado tempo para refletir sobre a sorte que tenho de trabalhar em um setor tão interessante e com gente fantástica.

O melhor de tudo foi que voltei a certa normalidade justamente na primavera. Assim pude aproveitar um jantar pelo aniversário da Sara, sair com amigos para comemorar o meu e até passar uma hora assistindo a uma orquestra durante as festas de San Isidro.

Eu voltava a me sentir eu mesmo.